segunda-feira, 6 de julho de 2009

Matar um karmann Ghia

No ultimo encontro que participei, por várias vezes passei por perto do Karmanga e ouvia comentários interessantes.
“Olha que carrinho legal!”
“Rapaz, deixei de comprar um desses, conversível em 1995 por R$2.500,00”
“Amor, tu devia comprar um desse pra mim”
E por aí vai, mas nem todos os comentários são “do bem”. Teve um rapaz que perguntou ao amigo: “Que carro é esse?!” e o amigo: “Sei lá que porcaria é essa!”. Acho que sua namorada, se é que um eqüino como esse tem uma namorada, deveria ser uma inadimplente no amor, talvez isso explique essa reação tão mal humorada. Mas o que mais me incomoda é quando alguém chega e diz: “Vixi, matou um Karmann Ghia”. Como aconteceu quando um proprietário de Puma disse ao amigo colecionador: “Olha esse Karmann aqui! O cara colocou um motor AP!” E a resposta foi a tal que tanto me incomoda. Mas como sei que gosto é igual à... bem, pra não ser muito agressivo, digo que gosto é igual ao fundo das calças, cada um tem o seu, aprendi a respeitar todas as opiniões.
Sei também que fazer qualquer coisa que não seja original de fabrica em um carro, por mais que você goste, alguém não vai gostar. Então o importante é você estar satisfeito com o resultado.
Em um dos encontros de Puma que acontece regularmente às terças-feiras à noite na AV. Beira-mar, meu recente amigo Fred Guilhon, do blog Planeta Fusca, comentou que eu deveria recolocar o cap da placa (aquela peça que fica em cima da placa traseira, muito semelhante à do fusca) e que seria melhor sem as faixas brancas, e com certeza algum comentário amais viria, até que eu, brincado, perguntei: “De quem é o carro, meu ou teu?”. Esses, são comentários que não ofendem e podem até agradar, mas “matou o carro” é difícil de engolir.
Então para quem não sabe o que é matar um Karmann Ghia, seguem algumas fotos, mas me sinto na obrigação de informar que são imagens fortes e quem for mais sensível, não olhe!!


domingo, 5 de julho de 2009

Senna narra uma volta em Interlagos a bordo da Williams em 1994

Fazendo um tour pelos vídeos automobilísticos do Youtube, encontrei essa emocionante reprodução.
Como o próprio Galvão disse no fim do vídeo, "pra você que gosta de Fórmula 1, essa foi de arrepiar"

sábado, 4 de julho de 2009

TV em cores e trânsito em preto e branco

Hoje fui ao encontro Flashbackers como havia comentado no post anterior e me veio à mente como o trânsito era mais colorido, curiosamente, quando todas as maneiras de registrar imagens eram em preto e branco. O que a grande maioria chama de preto e branco, é na verdade tom de cinza, pois existem vários tons de cinza entre o preto e o branco na imagem. A imagem em preto e branco pura, é como exemplo, a cópia xerox.

Hoje em dia, temos imagens em Full HD, ou seja, alta definição e com milhões de cores. Mas quando retratam nossas ruas e carros, exibem imagens cada vez mais monocromáticas. Saudosista assumido, lamento a “descolorização” de nossa frota. Como eram belos e coloridos nossos engarrafamentos e estacionamentos de antigamente.

Então apreciem imagens digitais coloridas de carros antigos e comparem com fotos de nosso trânsito atual.




sexta-feira, 3 de julho de 2009

Encontro Flashbackers

Pessoal, lembro a todos que amanhã sábado dia 04/07/09 acontecerá no estacionamento do antigo Hipermercatil da Av. Washington Soares, o 46º encontro dos Flashbackers a partir das 14h.

Desta vez, o foco será motocicletas antigas e customs.

É uma boa oportunidade para rever belíssimas raridades que já não se encontra tão facilmente nas ruas e quem sabe, adquirir um possante em bom estado.

Seguem as fotos do encontro anterior.










quinta-feira, 2 de julho de 2009

BumbleGhia

Ontem assisti ao filme Transformers 2 e não pude evitar de imaginar ter meu próprio Transformer guardado na garagem. O personagem principal tem um Camaro amarelo chamado de Bumblebee. Na versão original, em desenho, o Bumblebee era um fusquinha, mas como o filme é patrocinado pela Chevrolet, resolveram transformá-lo no muscle car da GM.
Com uma pequena ajuda do Photoshop, construí o meu BumbleGhia.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Velharia na Pista

Como prometido no post sobre a Classic Cup, venho relatar do que me lembro do dia em que colocamos os antigos para correr na pista do Autódromo do Euzébio, aqui pertinho de Fortaleza.

No final de semana em questão, o autódromo abrigava a união de dois eventos, a Arrancada de Veículos e a Copa Corsa, com a intenção de levar mais público e fazer com que os fãs de cada categoria conhecessem um pouco mais da outra. Para abrilhantar ainda mais o evento, convidaram os colecionadores para dar umas voltas na pista com suas raridades.

Eu estava acompanhado da namorada que não era muito fã de emoções fortes ao volante e me implorou que eu realizasse as três voltas sem agressividade. Assim o fiz já que não se tratava de uma competição e sim de uma exibição. Mas era angustiante ver Fuscas, DKW’s, Gordinis, Camionetes e todos aqueles antigos passando por mim. Alguns com um ronco bonito, outros com uma fumaceira sem tamanho.

Para continuar essa história, tenho que fazer uma breve explanação sobre o motor que eu usava nesse episódio.

Era o motor refrigerado a AR com comando de válvulas do SP2, 1.7l e dois carburadores, comprado do meu amigo Isidoro, que me alertou no momento da compra: “Esse motor tem a mania de cuspir correia fora. Portanto, sempre coloque correia original Volkswagen.” Já não me bastava um carro cheio de manias, agora o motor também tinha suas próprias manias. Então num dia de semana, ao chegar na faculdade, a correia que já estava um tanto desgastada se rompe. Sorte minha que bem próximo, havia uma autopeças.

Ao perguntar o preço da correia original, me veio a curiosidade de perguntar também o preço da “genérica”. Surpreendi-me ao descobrir que a original era três vezes mais cara que a “genérica” . Não pensei duas vezes... “Se ela durar metade do tempo da outra já estou no lucro”. Voltei para a faculdade e como sempre ando provido de ferramentas, fiz a troca ali mesmo. Querem saber quanto tempo durou a correia? Na verdade, durou uns seis quarteirões. Criei vergonha na cara e comprei uma original Volks.

Voltando ao Autódromo do Eusébio no dia do evento (com correia original Volks), eu estava no fim da reta, já entrando na Curva do Desespero (só quem desceu a reta principal e entrou nessa curva com vontade, sabe o porquê do nome),quando um amigo que estava de passageiro no Puma branco de seu pai, acena com a mão me convidando a acompanhá-los. Esqueci a solicitação de minha namorada, reduzi para terceira marcha e acelerei. Instantaneamente acende uma luz vermelha no painel do Karmanga... Na mesma hora eu lamentei: “Lá se vai mais uma correia”. Parei na subida da reta oposta. Tentei afrouxar a polia, mas não conseguia, até que vieram rebocar o Karmanga, pois já estávamos atrasando o início da Copa Corsa. Para piorar, o Prego que foi lá rebocar o carro, conseguiu ter a brilhante idéia de ancorar a corda na barra estabilizadora que de cara sacou fora.

Mas, felizmente, pude contar com a ajuda de um dos proprietários de Pumas, que tinha uma correia reserva e o seu próprio mecânico particular (um dia vou ser chique assim) que fez a substituição.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Etapa brasileira da Historic F1 cancelada

É com tristeza que descubro que a etapa brasileira da Historic F1, que eu havia divulgado com tanto entusiasmo em um post anterior, foi cancelada. Segundo o site oficial, a Rede Globo de Televisão, que teria exclusividade de transmissão, cancelou o acordo por causa do “atual clima econômico”. E devido à proximidade do evento, não teria como contornar este desfalque. Muitas equipes já haviam reservado vôos e hospedagens.

Não sei o que se passa na mente dos empresários que tomaram a decisão, mas acredito que essa festa automobilística contaria com muitos espectadores amantes da F1 e de carros antigos. O dinheiro da compra dos ingressos, obviamente, será devolvido.

Espero que futuramente este banho de água fria não se repita.

www.historicformulaone.com

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Antigos de Guerra dia 01/08


Caros amigos, acabo de receber o convite para assistir, no dia 01/08/09, ao encontro dos antigos de guerra organizado pelo grupo Flashbackers. Vale a pena conferir.

Transcrevo abaixo o convite:

Bom dia,
Salve, por meio desta, lhes convidar, para o 2º Encontro de Colecionadores de Veículos Militares, realizado pela FLASHBACKERS, que acontecerá ao primeiro sábado de agosto 01/08/2009, no antigo Hiper Mercantil São José, na Av. Washington Soares 2200 à partir das 14h.
Preparem, portanto, seus bólidos de batalha para mais esta missão!!!
Aguardamos os bravos soldados e demais patentes para esta empreitada!!!. Teremos muitas novidades e raridades, militares e militarizados,amplo estacionamento,segurança total e teremos cobertura, jornal,radio,televisão,revistas especializadas, venha traga sua familia.
P.S.: E devido a grande procura pedimos confirmação de presença com o nome do convite acima, para maiores informações ligar Neandro - 88139669.
Um forte abraço.
Direção
César / Neandro
www.flashbackers.com.br

Aproveito este post para lembra que no próximo sábado dia 04/07, haverá o enconto no mesmo local, como foco em motocicletas antigas.







domingo, 28 de junho de 2009

Classic Cup


Lendo o Blog de Flávio Gomes (jornalista, dublê de piloto e escritor), conheci a Classic Cup, uma competição formada por antigos nacionais ou importados produzidos até o fim da década de 70.
Inicialmente batizada de Historic Racing Car, passou pelos títulos de Copa SP de Autos Antigos, Superclassic, Históricos de Competição, até o atual nome recebido em 2008.
Segundo o Blog do Flávio Gomes que pilota um DKW nesta competição, a Classic Cup possui 3 divisões onde estão distribuídas 8 categorias como descrito abaixo:

DIVISÃO 1 - Carros com motores e carburadores originais, subdivididos em três categorias: A, para motores até 1.400 cc; B, para motores até 1.600 cc; C, para motores até 2.500 cc
DIVISÃO 2 - Carros com motores originais, podendo ser usados carburadores Weber 40 ou semelhantes, subdivididos em três categorias como acima, por cilindrada do motor. Aqui também podem ser usados diferenciais autoblocantes.
DIVISÃO 3 - Réplicas e protótipos. As réplicas são exclusivamente aquelas que usam mecânica VW a ar até 1.600 cc. Os protótipos, pelo que entendi, são todos aqueles que não usam motores originais, como os Pumas, Fuscas, Karmann-Ghias, Chevettes e outros equipados com motores AP, com cilindrada máxima de 2.000 cc.

Que bom seria se os antigomobilistas daqui de Fortaleza promovessem algo parecido. Lembro que há uns 5 anos, eu participei com o Karmanga de uma exibição de antigos no Autódromo do Eusébio durante uma competição de arrancada onde os clássicos aceleraram por 3 voltas, sem a intenção de competir, mas lembro de como o evento chamou a atenção do público. Mais adiante postarei as emoções deste evento.
Vocês podem encontrar mais informações e fotos desta bela competição no Blodo do Flávio Gomes e no site Velocidade Online






sábado, 27 de junho de 2009

Lei de Murphy

Vocês devem ter percebido que em algumas situações, o Karmanga está intimamente ligado com a Lei de Murphy, como numa vez em que havia um pequeno vazamento de óleo de freio e resolvi comprar, novas, todas as peças envolvidas no problema. Ao trocar todas, o mais provável, é que o vazamento tenha sido resolvido, correto? Perfeito! Foi isso que aconteceu, porém o freio passou a não funcionar mais.

Então para quem não conhece, a Lei de Murphy é aquela que diz: “Se uma coisa tem uma chance de dar errado, então dará”. Mas de onde e como surgiu? Quem foi Murphy?

Segundo minhas pesquisas, Murph (Edward A. Murphy Jr) nasceu no Panamá em 1918 (faleceu em 1990). Mudou-se para os Estados Unidos onde entrou para o Exército e após um ano de formado na Academia (1941), tornou-se piloto de treinos. Já em 1947, prestava serviços como especialista, em experiências de alta velocidade.

Neste mesmo ano, Murphy estava realizando experimentos sobre a força G atuando no corpo humano, em um trenó com foguete. Foram instalados 16 sensores no equipamento e ao fazer leituras nos medidores durante os testes, percebeu que não estavam funcionando. Os testes foram suspensos para uma avaliação geral do equipamento e observou-se que o técnico que instalou os sensores (onde cada um só poderia ser instalado de duas formas, uma correta e outra errada, para o teste em questão) o fez de maneira errada em todos os 16.

Então Murphy disse: “Se este cara tem algum modo de cometer um erro, ele o fará”.

Ao longo do tempo, esta frase foi sofrendo adaptações e interpretações diferentes até tomar as proporções de hoje.