terça-feira, 7 de julho de 2009

Dicas de preparação para motores AP

Caros leitores, hoje estou fazendo uma pequena reforma em minha casa e não terei tempo para redigir uma históra, portanto reescrevo essas dicas que encontrei em diversos sites e que são bem coerentes.

Mas deixo claro, que essas dicas são para lhe ajudar a entender um pouco mais de preparação, e não para tentar fazer só em casa. É imensamente recomendável, um preparador experiente fazer essas modificações.

Dicas de Preparação para motores AP


Introdução:

As informações abaixo citadas são de inteira responsabilidade de quem for executar o serviço, pois são uma referência para melhorar a performance de um motor de combustão. Se você não tem nenhum conhecimento em mecânica, pare por aqui, ou procure alguém que tenha conhecimento do mesmo. As receitas de veneno são direcionadas totalmente a motores da linha Volkswagen. Se você possui um de outra marca, não me leve a mal, mas se você quer potência, rendimento e durabilidade, o motor tem que ser um Volks, da linha AP (Alta Performance).

Para preparar um motor é necessário, além de um prévio conhecimento, também uma série de ferramentas: um jogo de tabelas de torque, ponto, velas, entre outras coisas. Não pense que com uma chave de fenda, um alicate e um martelo você já está apto a começar! Então comece o investimento em uma caixa de ferramentas completa, pois não existe coisa pior que estar na metade do serviço e faltar "aquela" chave. E não pense que você vai usar essas ferramentas apenas para fazer o serviço e pronto, pois quando se trata de preparação de motores, você terá que carregar essa caixa no porta-malas, pois a qualquer momento pode aparecer um problema e você, como um bom preparador, terá que por a "mão na massa", esteja onde estiver...Digo tudo isso, pois um motor preparado está suscetível a incomodar a qualquer momento, se você usa o carro para viagens, prepare-se para um dia ficar na estrada!

Mas se você é como eu, ou seja, não se importa com isso, coloque o macacão, arregace as mangas e vamos lá!! Ah!! E não se esqueça de fazer um estoque de aspirinas, pois você nunca sabe quando vai precisar delas...


Veneno Leve

Introdução:

Esta é uma opção para você que quer aumentar um pouco o rendimento de seu carro sem modificar a estabilidade original do motor (ou seja, o carro vai ficar com a lenta normal). É aplicável em motores AP 1600, 1800 e 2000.

Peças necessárias:

1. Um comando de válvulas 049G (mais conhecido como comando "S").

2. Um jogo de juntas p/ tampa de válvulas.

3. Uma junta de cabeçote.

4. Um jogo de velas mais frias que as originais.

5. Uma junta do coletor de admissão.

6. Juntas do coletor de escape.

Mãos-à-obra:

Desmontagem:

A ordem de desmontagem é a seguinte:

a. Retire a tampa da correia dentada;

b. Retire a tampa de válvulas;

c. Retire o comando com sua polia;

d. Retire a polia do comando usando uma morsa de bancada.

Substitua o comando de válvulas original pelo 049G. Esse comando é encontrado em qualquer concessionária Volks. Ele equipa os motores 1.8S do Gol GT e GTS (entre outros), sendo o comando mais bravo da linha e podendo ser instalado em qualquer motor AP. Monte a polia no novo comando, recoloque-o no seu lugar, os parafusos dos mancais do comando devem ser apertados usando um torquímetro. Agora solte os parafusos que prendem o coletor de admissão, retirando-o; solte os parafusos do coletor de escape, retirando-o também; solte todas as mangueiras que são presas ao cabeçote; após soltar tudo que está preso ao cabeçote, solte os parafusos do mesmo e retire-o.

Leve-o em uma oficina de retífica de motores e mande aplainar 0,8mm se for a álcool, e 1,2mm se for a gasolina. Feito isso, limpe-o bem para que não fique nenhuma limalha.

Montagem:

O procedimento de montagem dos componentes é inverso ao da desmontagem. O que se deve observar na montagem é (no momento em que for colocar a correia dentada na polia do comando) que a polia tem uma marca de um pontinho em sua parte interna. Essa marca deve estar alinhada com a base da tampa de válvulas do lado direito. Retire a tampa de distribuição e verifique se o rotor está apontado para o cabo de velas do primeiro cilindro, se não estiver, faça isso. Na janela do volante deve estar alinhado o ponto "OT", feito isso, encaixe a correia dentada na polia. Continue a montagem.

Regulagem:

Não precisa ser feito nenhuma modificação na carburação, apenas uma boa limpeza e uma regulagem de mistura ar/combustível. Alguns preparadores costumam modificar o avanço do segundo estágio, que é à vácuo, para mecânico...eu particularmente não recomendo, pois o consumo aumenta muito e o rendimento não é diretamente proporcional ao consumo. Faça a regulagem de válvulas. Consulte sua tabela de ponto para ver qual é o ponto de seu motor. Se for, por exemplo 8 graus, aumente-o para 12 e saia dar uma volta para testar: com velocidade baixa coloque quarta marcha e pise no fundo do acelerador...se o motor fizer um barulho de batida de pino ("grilar"), baixe um pouco o ponto e teste novamente, repetindo essa operação até para de grilar.


Veneno Médio

Introdução:

Para motores AP 1600 e 1800. As modificações abaixo resultam em mudança de lenta, o motor vai trabalhar "mais nervoso", o típico caso de lenta irregular.

Peças necessárias:

1. Um comando de válvulas de 276 à 290 graus (escolha o mais adequado p/ seu uso).

2. Jogo de juntas da tampa de válvulas.

3. Um carburador 2E ou 3E (também use o de sua preferência).

4. Um pé p/ o carburador escolhido.

5. Um par de giclês 10 à 20% maior que o original.

6. Um coletor de escape dimensionado 4X1.

7. Um jogo de velas mais frias que a original.

8. Uma mola de carburador de Fusca ou semelhante.

Mãos-à-obra:

As informações abaixo estão resumidas, pois o processo "passo-a-passo" é basicamente o mesmo do item acima.

Substitua o comando de válvulas original por um comando entre 276 e 290 graus. Esse tipo de comando só é encontrado em lojas especializadas em preparação de motores de competição. Existem dois tipos de comando: o chamado cópia, que é de fabricação nacional, e o comando importado. Eu aconselho o importado, pois é um comando de qualidade e não é preciso esquentar a cabeça com a regulagem de válvulas.

Se a preparação está sendo feita num motor AP 1600, será preciso substituir o carburador e seu pé, por um modelo Brosol 2E ou 3E, também encontrado em concessionárias, dando sempre preferência por um 3E. Os giclês de primeiro e segundo estágio devem ser substituídos por uns de 10 a 20% maior em ambos os carburadores. Após a montagem, regule a marcha-lenta e a mistura ar/combustível. Transforme o carburador para estágio com avanço mecânico: esse procedimento é bem simples, bastando retirar o avanço à vácuo e seus componentes e, no suporte da bombinha de vácuo, entorte-o cerca de 45 graus, engatando um lado da mola de Fusca na fresa do mesmo, e o outro lado engatado no eixo onde a bombinha de vácuo estava encaixada. Substitua o coletor de escapamento por um modelo 4X1, encontrado em lojas especializadas.

O ponto pode ser ajustado conforme mencionado no item veneno leve. As velas também devem ser substituídas por um modelo que seja mais fria, consultando as tabelas da NGK e BOSCH em uma loja de autopeças, mas lembre o seguinte: as velas NGK de acordo com a numeração crescente, a vela é mais fria, e numeração decrescente é mais quente. Na BOSCH é o contrário, ou seja, a numeração menor indica que é mais fria e vice-versa. O processo de montagem da correia dentada também é o mesmo descrito no item veneno leve.

Para o AP 1800, a maioria já vem equipada com carburação 2E, e dependendo do comando que está sendo instalado, não é necessário a substituição da mesma. O resto é o mesmo procedimento acima descrito.

Essas informações são válidas para motores à álcool e gasolina. A única diferença está na hora de comprar o carburador, que tem que ser específico para cada tipo de combustível (o modelo álcool tem banho de níquel, para resistir à corrosão).

Regulagem:

A regulagem também segue os mesmos passos do item veneno leve.


Veneno Pesado

Introdução:

As informações abaixo precisam de um amplo conhecimento na área, pois a dificuldade não está na instalação, mas sim na regulagem do equipamento. Muitos preparadores bons gastam dias e dias para conseguir um acerto médio do motor. Digo médio porque um acerto total não é tarefa para qualquer um. Portanto, se você resolver seguir as dicas abaixo, prepare-se, pois suas noites de insônia vão começar! Ah!! antes que eu me esqueça: nunca tenha pressa, faça tudo com muita calma e bem feito.


Veneno Pesado Para Motor Aspirado

Introdução:

Aplicável para AP 1600, 1800 e 2000.

Peças necessárias:

1. Um carburador Weber 40 ou 44.

2. Um pé p/ o devido carburador.

3. Um comando de válvulas de 290 à 318 graus.

4. Um jogo de juntas da tampa de válvulas.

5. Um coletor de escape dimensionado 4 em 1.

6. Um jogo de juntas p/ o coletor de escape.

7. Um coletor de admissão p/ o Weber.

8. Uma bomba de combustível elétrica.

9. Um dosador de combustível.

10. 6m de mangueira p/ combustível.

11. 5m de fio simples automotivo 4mm.

12. Uma bobina Accel ou Mallory.

13. Um jogo de cabos de velas Accel ou Mallory.

14. Um jogo de velas frias.

15. Abraçadeiras p/ mangueira de combustível.

Mãos-à-obra:

Vou explicar apenas a montagem da bomba elétrica, pois à essa altura você já deve saber como instalar os outros componentes.

a. A bomba elétrica deve ser fixada próximo ao tanque de combustível;

b. Interrompa a mangueira que sai do tanque e vai para o carburador, encaixando a extremidade que sai do tanque na entrada da bomba, e a outra extremidade que sobrou na saída da bomba;

c. O pólo negativo da bomba pode ser fixado junto a um dos parafusos de fixação da mesma, enquanto que o pólo positivo irá se conectar ao pólo positivo da bobina de ignição;

d. O dosador deve ser fixado a um dos parafusos do cilindro do servo freio, ficando sempre em posição vertical, ou seja, com o parafuso de regulagem para cima;

e. Desengate a mangueira que está conectada ao carburador e encaixe em uma entrada do dosador de combustível;

f. Encaixe um pedaço de mangueira na outra extremidade do dosador e encaixe na entrada do carburador;

g. Embaixo do dosador existe uma saída de retorno de combustível... engate uma mangueira nessa saída e leve-a até a bóia do tanque, se a mesma não tiver uma entrada para retorno, substitua-a.

Regulagem:

A regulagem deve ser feita a base de testes, e é justamente aí que começa a dor de cabeça, pois você terá que:

a. Colocar a regulagem do dosador aproximadamente no meio do parafuso;

b. Regular a lenta mais apropriada para que não apague, regular a mistura ar/combustível;

c. Desengatar a mangueira que vai no avanço à vácuo da distribuição e sair dar uma volta para ver como o motor se comporta, e a partir dos sintomas que vão ser apresentados, você fará as devidas afinações. Você terá que repetir esses procedimentos até que o motor gire redondo, ou seja, sem falhas.


Turbo

Introdução:

Aplicável a AP 1600, 1800, 2000.

Existem várias opções para turbinar um motor. Vou descrever a instalação de um kit turbo simples, e um kit turbo com todos os equipamentos possíveis, para quando você engatar uma quarta e acelerar, sentir o carro perder a tração de tanto patinar...

Peças Necessárias:

1. Um kit turbo completo.

2. Uma bomba elétrica de combustível.

3. Um dosador de combustível.

4. Uma bobina Accel.

5. Um jogo de cabos de velas Accel.

6. Um jogo de juntas de escapamento.

7. Uma junta p/ tampa do cárter.

8. Uma junta p/ coletor de admissão.

9. Um silencioso p/ turbo 3.5 pol.

10. Um carburador 2E e 3E.

11. Um pé p/ o carburador.

12. Dois giclês 20% maior que os originais.

Mãos-à-obra:

Desmontagem:

Retire: a) coletor de admissão com carburador e tudo, b) todo o sistema de escapamento desde o coletor de escape até o último silencioso, c) a tampa do cárter: observe se a flange do filtro de óleo tem um tampão de rosca...se tiver, basta apenas tirá-lo, se não tiver, retire a flange completa e faça um furo e uma rosca semelhante a rosca onde a cebolinha do óleo esta encaixada. E essa rosca é para engatar a mangueira de óleo que vai lubrificar a turbina.

Montagem:

a. Monte o coletor de escape com a turbina;

b. Recoloque o coletor de admissão;

c. Solde o cano em curva do kit na tampa do cárter o mais próximo possível da saída de óleo da turbina e recoloque o cárter;

d. Encaixe a mangueira de retorno de óleo na turbina e no cano que foi soldado no cárter;

e. Rosqueie na turbina a extremidade que sobrou daquela mangueira de óleo que foi conectada na flange do filtro de óleo;

f. Monte a bomba e o dosador de combustível como descrito no item veneno médio;

g. Faça a soldagem do sistema de escapamento colocando o silencioso no centro do veículo (use sempre canos de 3 polegadas);

h. Fixe o radiador de intercooler e a mangueira da turbina até ele;

i. Substitua os giclês do carburador, transforme-o em estágio mecânico, monte a tampa de pressurização e a mangueira da tampa até o intercooler (essas mangueiras que vão da tampa de pressurização até o intercooler e até a turbina devem ser montadas com abraçadeiras e bem encaixadas);

j. Retire a mangueirinha que vai do carburador ao avanço à vácuo da distribuição (esse procedimento é muito importante e obrigatório). Encaixe uma mangueirinha em uma saída de vácuo do carburador e na válvula de prioridade, encaixe outra mangueirinha na tampa de pressurização e leve-a até o interior do veículo e encaixe-a no manômetro, que deve ser instalado aonde você possa visualizá-lo bem.

Regulagem:

Abra todo o parafuso da válvula de alívio, coloque o parafuso do dosador no meio, ligue o motor e regule lenta e mistura, regule o ponto de 18 à 20 graus, o próximo procedimento é ir dar uma volta e ver os sintomas apresentados, e depois ir corrigindo aos poucos.

Obs 1: Se o motor for a álcool, o máximo de pressão recomendada é 0,7 Bar, mas se quiser por mais pressão, substitua os pistões por uns de motor a gasolina, e daí use até 2 Bar. Se o motor for a gasolina, o mais recomendável é colocar para funcionar à álcool, mas aí você terá que mudar o carburador por um com banho de níquel.

Obs 2: O mais importante em um motor turbo é o controle da rotação do motor...se você exceder o limite, já era!!! Adeus motor, por isso, sempre fique de olho no contagiros ao trocar de marcha... se você é daqueles que troca marcha de ouvido, esqueça, pois o único barulho que você vai escutar é o da biela saindo na lateral do bloco. Então não desgrude os olhos do contagiros quando for pisar fundo!!!

Abaixo segue uma tabela de rotação máxima de cada motor, mas lembre que essas rotações são aplicadas para motores com comando de válvulas original, se o comando for outro, como por exemplo um especial, essa tabela não é aplicada, pois os comandos especiais trabalham com rotações maiores.

Motor

Rotação Máxima

AP 1600

7.500 rpm

AP 1800

7.000 rpm

AP 2000

6.500 rpm


Nitro

O funcionamento do kit de nitro é simples, bem como sua colocação. Qualquer pessoa com algum conhecimento de mecânica e motores pode fazer a instalação, seguindo as recomendações do catálogo que acompanha o conjunto.

Montagem:

O cilindro de gás deve ser colocado num local seguro e bem fixado para não se deslocar e rolar dentro do carro.

No coletor de admissão, onde serão adaptados os bicos injetores extras, devem ser feitos quatro furos, um para cada cilindro, na medida de 1/8 de polegada e a rosca é feita com o instrumento (macho) que a acompanha o kit. Para a furação, o coletor deve ser removido, pois as limalhas podem cair nos cilindros e causar problemas gravíssimos. Do reservatório até as válvulas de pressão, o gás é conduzido por mangueiras de alta pressão e, a partir daí, até os bicos injetores por tubos especiais flexíveis. Todo o encanamento azul é de nitro, enquanto o vermelho se refere a gasolina ou álcool.

Existe uma caixa com um chip eletrônico, o Active Switch, que só ativa a injeção de nitro quando o motor estiver na rotação desejada. Para alterar a rotação de ativação, que varia de 3.000 rpm até 5.000 rpm, é só trocar o chip.


Para os insatisfeitos

Se você não estiver satisfeito com os resultados dos componentes instalados, é possível acrescentar mais alguns itens em seu motor. Por isso preparei uma lista de itens para melhorar ainda mais o desempenho.

1. Substitua a turbina que veio no seu kit por uma bi-pulsativa.

2. Substitua o carburador por um Weber 40.

3. Mande trabalhar o cabeçote, aumentando as válvulas e os dutos.

4. Substitua o coletor do kit por um dimensionado 4X1 p/ turbo.

5. Substitua o módulo de ignição original por um Mallory.

6. Substitua os pistões atuais por pistões forjados.

7. Substitua a junta de cabeçote por anéis o'ring de metal fazendo usinagem no bloco.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Matar um karmann Ghia

No ultimo encontro que participei, por várias vezes passei por perto do Karmanga e ouvia comentários interessantes.
“Olha que carrinho legal!”
“Rapaz, deixei de comprar um desses, conversível em 1995 por R$2.500,00”
“Amor, tu devia comprar um desse pra mim”
E por aí vai, mas nem todos os comentários são “do bem”. Teve um rapaz que perguntou ao amigo: “Que carro é esse?!” e o amigo: “Sei lá que porcaria é essa!”. Acho que sua namorada, se é que um eqüino como esse tem uma namorada, deveria ser uma inadimplente no amor, talvez isso explique essa reação tão mal humorada. Mas o que mais me incomoda é quando alguém chega e diz: “Vixi, matou um Karmann Ghia”. Como aconteceu quando um proprietário de Puma disse ao amigo colecionador: “Olha esse Karmann aqui! O cara colocou um motor AP!” E a resposta foi a tal que tanto me incomoda. Mas como sei que gosto é igual à... bem, pra não ser muito agressivo, digo que gosto é igual ao fundo das calças, cada um tem o seu, aprendi a respeitar todas as opiniões.
Sei também que fazer qualquer coisa que não seja original de fabrica em um carro, por mais que você goste, alguém não vai gostar. Então o importante é você estar satisfeito com o resultado.
Em um dos encontros de Puma que acontece regularmente às terças-feiras à noite na AV. Beira-mar, meu recente amigo Fred Guilhon, do blog Planeta Fusca, comentou que eu deveria recolocar o cap da placa (aquela peça que fica em cima da placa traseira, muito semelhante à do fusca) e que seria melhor sem as faixas brancas, e com certeza algum comentário amais viria, até que eu, brincado, perguntei: “De quem é o carro, meu ou teu?”. Esses, são comentários que não ofendem e podem até agradar, mas “matou o carro” é difícil de engolir.
Então para quem não sabe o que é matar um Karmann Ghia, seguem algumas fotos, mas me sinto na obrigação de informar que são imagens fortes e quem for mais sensível, não olhe!!


domingo, 5 de julho de 2009

Senna narra uma volta em Interlagos a bordo da Williams em 1994

Fazendo um tour pelos vídeos automobilísticos do Youtube, encontrei essa emocionante reprodução.
Como o próprio Galvão disse no fim do vídeo, "pra você que gosta de Fórmula 1, essa foi de arrepiar"

sábado, 4 de julho de 2009

TV em cores e trânsito em preto e branco

Hoje fui ao encontro Flashbackers como havia comentado no post anterior e me veio à mente como o trânsito era mais colorido, curiosamente, quando todas as maneiras de registrar imagens eram em preto e branco. O que a grande maioria chama de preto e branco, é na verdade tom de cinza, pois existem vários tons de cinza entre o preto e o branco na imagem. A imagem em preto e branco pura, é como exemplo, a cópia xerox.

Hoje em dia, temos imagens em Full HD, ou seja, alta definição e com milhões de cores. Mas quando retratam nossas ruas e carros, exibem imagens cada vez mais monocromáticas. Saudosista assumido, lamento a “descolorização” de nossa frota. Como eram belos e coloridos nossos engarrafamentos e estacionamentos de antigamente.

Então apreciem imagens digitais coloridas de carros antigos e comparem com fotos de nosso trânsito atual.




sexta-feira, 3 de julho de 2009

Encontro Flashbackers

Pessoal, lembro a todos que amanhã sábado dia 04/07/09 acontecerá no estacionamento do antigo Hipermercatil da Av. Washington Soares, o 46º encontro dos Flashbackers a partir das 14h.

Desta vez, o foco será motocicletas antigas e customs.

É uma boa oportunidade para rever belíssimas raridades que já não se encontra tão facilmente nas ruas e quem sabe, adquirir um possante em bom estado.

Seguem as fotos do encontro anterior.










quinta-feira, 2 de julho de 2009

BumbleGhia

Ontem assisti ao filme Transformers 2 e não pude evitar de imaginar ter meu próprio Transformer guardado na garagem. O personagem principal tem um Camaro amarelo chamado de Bumblebee. Na versão original, em desenho, o Bumblebee era um fusquinha, mas como o filme é patrocinado pela Chevrolet, resolveram transformá-lo no muscle car da GM.
Com uma pequena ajuda do Photoshop, construí o meu BumbleGhia.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Velharia na Pista

Como prometido no post sobre a Classic Cup, venho relatar do que me lembro do dia em que colocamos os antigos para correr na pista do Autódromo do Euzébio, aqui pertinho de Fortaleza.

No final de semana em questão, o autódromo abrigava a união de dois eventos, a Arrancada de Veículos e a Copa Corsa, com a intenção de levar mais público e fazer com que os fãs de cada categoria conhecessem um pouco mais da outra. Para abrilhantar ainda mais o evento, convidaram os colecionadores para dar umas voltas na pista com suas raridades.

Eu estava acompanhado da namorada que não era muito fã de emoções fortes ao volante e me implorou que eu realizasse as três voltas sem agressividade. Assim o fiz já que não se tratava de uma competição e sim de uma exibição. Mas era angustiante ver Fuscas, DKW’s, Gordinis, Camionetes e todos aqueles antigos passando por mim. Alguns com um ronco bonito, outros com uma fumaceira sem tamanho.

Para continuar essa história, tenho que fazer uma breve explanação sobre o motor que eu usava nesse episódio.

Era o motor refrigerado a AR com comando de válvulas do SP2, 1.7l e dois carburadores, comprado do meu amigo Isidoro, que me alertou no momento da compra: “Esse motor tem a mania de cuspir correia fora. Portanto, sempre coloque correia original Volkswagen.” Já não me bastava um carro cheio de manias, agora o motor também tinha suas próprias manias. Então num dia de semana, ao chegar na faculdade, a correia que já estava um tanto desgastada se rompe. Sorte minha que bem próximo, havia uma autopeças.

Ao perguntar o preço da correia original, me veio a curiosidade de perguntar também o preço da “genérica”. Surpreendi-me ao descobrir que a original era três vezes mais cara que a “genérica” . Não pensei duas vezes... “Se ela durar metade do tempo da outra já estou no lucro”. Voltei para a faculdade e como sempre ando provido de ferramentas, fiz a troca ali mesmo. Querem saber quanto tempo durou a correia? Na verdade, durou uns seis quarteirões. Criei vergonha na cara e comprei uma original Volks.

Voltando ao Autódromo do Eusébio no dia do evento (com correia original Volks), eu estava no fim da reta, já entrando na Curva do Desespero (só quem desceu a reta principal e entrou nessa curva com vontade, sabe o porquê do nome),quando um amigo que estava de passageiro no Puma branco de seu pai, acena com a mão me convidando a acompanhá-los. Esqueci a solicitação de minha namorada, reduzi para terceira marcha e acelerei. Instantaneamente acende uma luz vermelha no painel do Karmanga... Na mesma hora eu lamentei: “Lá se vai mais uma correia”. Parei na subida da reta oposta. Tentei afrouxar a polia, mas não conseguia, até que vieram rebocar o Karmanga, pois já estávamos atrasando o início da Copa Corsa. Para piorar, o Prego que foi lá rebocar o carro, conseguiu ter a brilhante idéia de ancorar a corda na barra estabilizadora que de cara sacou fora.

Mas, felizmente, pude contar com a ajuda de um dos proprietários de Pumas, que tinha uma correia reserva e o seu próprio mecânico particular (um dia vou ser chique assim) que fez a substituição.